● CIRURGIAS

Cross-link da Córnea

Procedimento que fortalece a córnea e ajuda a impedir a progressão do ceratocone.

Informações da cirurgia

Informações rápidas

Duração

Em média, 30 a 60 minutos.

Anestesia

Anestesia tópica com colírios.

Internação

Não necessita de internação. O paciente recebe alta no mesmo dia.

Recuperação

A cicatrização inicial costuma ocorrer nos primeiros dias, enquanto a estabilização da córnea é acompanhada ao longo dos meses seguintes.

ENTENDA A CIRURGIA

O que é

O Cross-link da córnea é um procedimento oftalmológico desenvolvido para fortalecer as fibras de colágeno da córnea, aumentando sua resistência e reduzindo o risco de progressão de doenças como o ceratocone.

Durante o procedimento, é utilizada uma combinação de riboflavina (vitamina B2) e luz ultravioleta (UVA), promovendo novas ligações entre as fibras de colágeno. Esse fortalecimento ajuda a estabilizar a córnea e preservar a visão, reduzindo a necessidade de tratamentos mais complexos no futuro.

É importante destacar que o principal objetivo do Cross-linking não é eliminar o grau nem melhorar significativamente a visão, mas estabilizar a doença e impedir que ela continue evoluindo.

Vantagens

Benefícios do procedimento

  • Ajuda a interromper ou retardar a progressão do ceratocone.
  • Fortalece a estrutura da córnea.
  • Contribui para preservar a visão ao longo dos anos.
  • Pode reduzir a necessidade de transplante de córnea em pacientes com progressão da doença.
  • Procedimento minimamente invasivo e realizado com tecnologia especializada.

Indicação

Quando realizar a cirurgia

O Cross-link costuma ser indicado para pacientes com diagnóstico de ceratocone em progressão ou outras condições que provocam enfraquecimento da córnea, quando há risco de aumento da deformação corneana ao longo do tempo.

O procedimento também pode ser recomendado quando exames demonstram alterações progressivas da curvatura da córnea, aumento do grau ou redução da espessura corneana, especialmente em pacientes jovens, nos quais a evolução da doença tende a ser mais rápida.

A indicação é sempre baseada na avaliação clínica e nos exames realizados pelo oftalmologista.

Procedimento

Como é feito

O procedimento é realizado com anestesia por meio de colírios, proporcionando conforto ao paciente durante toda a cirurgia. Após o preparo da córnea, é aplicada uma solução de riboflavina, que é absorvida pelo tecido corneano. Em seguida, a córnea é exposta a uma luz ultravioleta controlada durante um período determinado, promovendo o fortalecimento das fibras de colágeno.

Ao término do procedimento, normalmente é colocada uma lente de contato terapêutica para proteger a superfície ocular durante os primeiros dias de cicatrização. O paciente recebe orientações sobre o uso de colírios e os cuidados necessários durante a recuperação.

Recuperação

Pós-operatório e recuperação

Nos primeiros dias após o procedimento é comum ocorrer dor leve ou moderada, sensibilidade à luz, lacrimejamento, sensação de areia nos olhos e visão embaçada. Esses sintomas costumam diminuir gradualmente conforme a córnea cicatriza.

Durante a recuperação, é fundamental utilizar corretamente os colírios prescritos, evitar esfregar os olhos e comparecer às consultas de acompanhamento. A lente de contato terapêutica normalmente é removida pelo oftalmologista após a cicatrização inicial.

Caso ocorram dor intensa, piora importante da visão, secreção ocular ou qualquer outro sintoma incomum, o paciente deve procurar atendimento imediatamente.

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